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- Bem
Vindo! |
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Bem vindo a Página do Programa de Assistência ao Egresso, e
ao Apenado(Pró Egresso), desenvolvido pela
Universidade Estadual de Maringá(UEM).
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A opção de nossos discentes, docentes e técnicos em
trabalhar com um segmento social discriminado e
estigmatizado, revela o grau de obstáculo e riscos
que enfrentam para levar a bom termo suas propostas.
É preciso que as autoridades do poder judiciário
local, regional, estadual e federal não meçam
esforços e continuem colaborando na criação de
mecanismos facilitadores para que seja possível a
execução dessa imensa tarefa. |
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A divulgação do projeto Pró Egresso no Paraná,
e em particular na região com a atuação da UEM, é
oportuna, pois é desconhecida do grande público, a
existência e amplitude desse trabalho. |
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Trabalhos como este, mostram que os grandes
problemas sociais, ainda estão longe de serem
solucionados. Porém, equipes como estas mostram que
é possível intervir para mudar e que a Universidade
tem como objetivo, refletir e dar respostas para
esta e outras questões da condição do homem pelo
desenvolvimento das ciências humanas e naturais. |
Pró Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários.
Novembro de 1987. |
Pró-Egresso
27 anos
de atividade pela inclusão de apenados
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O Programa funciona em convenio com a Secretaria
Estadual da Cidadania e da Justiça e, só no ano de
2004, já prestou quinhentos e setenta
atendimentos |
Uma pesquisa divulgada em abril de 2004, em um
congresso em Posadas, na Argentina, aponta que o
índice brasileiro de reincidência na prática de
crimes por indivíduos atendidos por programas de
assistência aos apenados é de aproximadamente 2%, ao
passo que, quando não há o benefício, a reincidência
sobe para 45%.
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Estes dados mostram a importância do Pró-egresso, o
Programa Estadual de Assistência ao Apenado e ao
Egresso que, em Maringá, é desenvolvido pela UEM,
funcionando em convenio com a Secretaria Estadual da
Cidadania e da Justiça, sob a coordenação geral do
Patronato Penitenciário. O projeto começou a
funcionar em 1979, inicialmente como programa
Thamis, atendendo aos
apenados beneficiados por prisão-albergue, trabalho
externo, liberdade vigiada e sursis (suspensão
condicional da pena). |
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Com implantação da pena alternativa de prestação de
serviços à comunidade, em 1993, o trabalho aumentou
progressivamente. Em 1995, por exemplo, foram
atendidos pelo Pró-Egresso local seis casos. No ano
de 2004 foram atendidos 570 apenados, dos quais 27
encaminhados pela Justiça Federal, 203 pela Justiça
Estadual, 213 pelo Juizado Especial Criminal e 127
pela Vara de Execuções Penais. |
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O Programa é coordenado pela professora Maria Teresa
Claro Gonzaga, do Departamento de Psicologia. Além
dela, trabalham no programa, a assistente social
Helena Maria Ramos dos Santos, que presta serviço
voluntário, o advogado Wagner Dias Barbosa,
estagiários dos cursos de Direito, Psicologia e
Serviço Social da UEM. |
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Ao ser recebida no Pró-Egresso, a pessoa encaminhada
pela Justiça passa por triagens nas áreas de Direito,
Psicologia e Serviço Social. Os resultados das
entrevistas determinam o local para onde será
encaminhada e prestará serviços à comunidade.Os
estagiários são responsáveis pela assistência ao
egresso e pela fiscalização do cumprimento da pena.
Gonzaga esclarece que os beneficiados só podem
prestar serviços em órgãos públicos ou em
organizações não governamentais sem fins lucrativos. |
Para ela só é possível manter o Pró-Egresso
funcionando porque a Reitoria e a Pró-Reitoria da
Extensão e Curitiba, órgão ao qual o programa está
vinculado, têm dado o apoio e o suporte financeiro
necessários.”Sem essa
ajuda, o programa não teria condições de
continuar”,reforça. O projeto também tem recebido
auxílio externo. O pró-reitor
Marcílio Hübner
de Miranda Netto obteve
o apoio da Associação Sociedade Eticamente
Responsável de Maringá (SER). Em contrapartida, os
integrantes do programa se responsabilizaram por
oferecer educação fiscal aos beneficiários e seus
familiares.
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Os resultados do Pró-Egresso são animadores. Segundo
os estagiários Alexandre
Bazanella e Giuliane
de Giuli, alunos de
Direito e Psicologia, respectivamente, um
beneficiário do Pró-Egresso custa R$8 por mês ao
Estado. Agora, se o mesmo indivíduo estivesse no
sistema carcerário, custaria cerca de R$800 por mês. |
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Marina Machado Forti,
aluna de Direito, acrescenta o aspecto humano do
trabalho. “São considerados a parte legal e também o
aspecto humano, afinal, acompanhamos a vida do
beneficiário durante o cumprimento da pena”, explica.
Giuli e
Bazanella ressaltam que,
nesse processo, a integração entre o Direito e a
Psicologia é fundamental, porque apesar do delito
cometido trata-se de um cidadão ou cidadã que
depende do trabalho desta equipe para que possa
cumprir as condições impostas pela Justiça. |
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Os casos mais comuns, segundo os estagiários, são
relacionados com furtos, lesões corporais, problemas
de trânsito e porte de drogas para uso.
Talissa Natália
Bernardes de Souza, do curso de Direito, conta que
há um trabalho de conscientização do beneficiário
sobre a pena e os prazos regulamentares que devem
ser obedecidos, porque, “geralmente, eles acham que
não são culpados”, diz Talissa
de Souza. “É um processo educativo”, resume
Giuli, acrescentando que
todos recebem tratamento igual. |
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Os acadêmicos Estagiários são unânimes quanto à
importância do Pró-Egresso na formação profissional
deles, principalmente em relação à experiência que
estão obtendo. |
A junção dos conhecimentos teóricos com a atividade
prática do dia-a dia, Além de proporcionar uma
formação mais consistente, potencializa as chances
de inserção no concorrido mercado de trabalho.
Após a triagem, que incluem levantamento de
infrações, socioeconômicas e identificação de
habilidades, a pessoa é encaminhada para cumprimento
da pena alternativa em locais adequados ao seu
perfil. Marcos Leandro Klipan,
aluno de Psicologia, destaca que , no Pró-Egresso, o
trabalho Psicológico não é de terapia. “Seria uma
coisa paradoxal, estar fiscalizando o cumprimento da
pena e, ao mesmo tempo,promovendo a terapia”,
explica.
Entretanto, diagnosticada a necessidade de
atendimentos psicoterápicos,
o indivíduo é encaminhado para os serviços
disponíveis na cidade. Quando é preciso, o mesmo
procedimento é adotado para triagens de Serviço
Social. |
Além dos atendimentos na sede, os estagiários de
Direito se deslocam freqüentemente até o Fórum, para
realizar atividades relacionadas com o processo dos
apenados.
Também ocorrem visitas domiciliares, com atendimento
familiar.
Está comprovado que o programa é fundamental para a
vida dos egressos e dos apenados. |
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Embora nenhum tenha se disposto a falar com a
reportagem, a coordenadora afirma que os
beneficiários melhoram a auto-estima. “Não se
dispuseram a falar e o programa respeita. O resgate
da cidadania não é apenas um jargão para nós. É para
exercerem, mesmo, o direito de cidadão. A pena é
restritiva de direitos e não de liberdade”, enfatiza
Gonzaga. |
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Serviço: Atendimento no Bloco 115, das 8 às 11h30 e
das 13h30 às 19h30,de segunda a sexta-feira. Fone
(44) 3261-4269.
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O livro |
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Cidadania por um fio |
| A experiência na
coordenação local do Pró-Egresso levou Gonzaga a
organizar, juntamente com Helena Santos e a
psicóloga Juliane
Nanuzzi
Bedim
Bacarim, o livro A
Cidadania por um Fio: a luta pela inclusão dos
apenados na sociedade, publicado pela editora Dental
Press e lançado em 2002,
com apoio da Secretaria Estadual da Justiça. |
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Os 500 exemplares impressos foram distribuídos a
órgãos de governo e entidades da América Latina e
Ibero-América, com
excelente repercussão. As Organizadoras pretendem
lançar a segunda edição do
livro,em comemoração aos 25 anos do programa.
Para isso, estão tentando obter patrocínios. |
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Principal | Atividades | Colaboradores | Estrutura | Histórico Objetivos | Pró
Egresso/Maringá |
Pró Egresso/Paraná
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